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‘Deu match’: universidades públicas aderem a plataforma para aproximar empresas e pesquisas

A expressão “deu match”, usada quando há interesse mútuo entre usuários do aplicativo de paquera online Tinder, deve ganhar força […]

‘Deu match’: universidades públicas aderem a plataforma para aproximar empresas e pesquisas

A expressão “deu match”, usada quando há interesse mútuo entre usuários do aplicativo de paquera online Tinder, deve ganhar força na área da ciência com a expansão de uma plataforma que conecta diretamente institutos de pesquisa e universidades públicas a empresas, com objetivos de inovação e transferência de tecnologias. O “primeiro encontro” na região será no InovaCampinas, evento que deve receber 3 mil pessoas para conferências, workshops e rodada de negócios.

Ex-aluno da Unicamp, o empreendedor Bruno Rondani participou da criação do método “match making” em 2015, por meio do Movimento 100 Open Startups. Distribuído em cinco passos, ele funciona a partir do cadastro, em site, de um conteúdo disponível para licenciamento e análise de potencial junto ao mercado após a validação por núcleos de inovação tecnológica (NITs).

Na sequência, ele é aberto para consulta dos executivos de 400 empresas conectadas à rede.

APLICAÇÕES

O terceiro passo será justamente a apresentação das tecnologias selecionadas aos representantes de companhias no evento marcado para outubro e realizado por meio de ação conjunta entre a Fundação Fórum Campinas Inovadora (FFCI) e Unicamp, com apoio da Prefeitura. A etapa é chamada de “speed-dating” (em português, “encontro rápido”) com objetivo de firmar parcerias.

Antes, explica o CEO, o único elo possível era entre companhias e startups – termo usado para definir, geralmente, empresa da área tecnológica que está na fase inicial e busca por inovações.

“A gente criou um processo que não depende de agente intermediário, mas uma plataforma digital para um problema antigo. Estamos fazendo esta abordagem nova, liderada pela Unicamp, que tem experiência, reconhece as dificuldades e se abriu junto com outras 22 universidades e institutos de ciência e tecnologia no estado. Vamos começar um piloto também em Minas Gerais e Colômbia.”

Entre as instituições que usam “vitrine online” estão UFSCar, Unesp e Instituto Federal de São Paulo.

Bruno Rondani, CEO e fundador do 100 Open Startups (Foto: Fabio José Franci)

“MAIS MATCHES”

Rondani defende que a proposta da metodologia visa não somente reduzir as barreiras entre pesquisadores e empresas, mas também oferecer novas oportunidades aos profissionais. Isso, explica, na medida em que os trabalhos podem ser feitos por meio do processo de cocriação.

“Ao invés de a gente esperar a universidade desenvolver tecnologias, que depois eventualmente serão úteis ao mercado, tentam vender sem um canal estruturado, a gente criou essa plataforma onde ela pode encontrar diretamente os executivos e os dois começam a discutir as formas de alavancar isso”, explica o empreendedor ao citar que o sistema também permite redução de gastos.

Desde que foi criado, o movimento soma 298 contratos e 1,1 mil matches em negociação. Os dados foram registrados em fevereiro, quando houve fim de um ciclo, e serão atualizados em 2018.

A expectativa, segundo o CEO, é de que a taxa de sucesso nas negociações entre universidades e empresas seja multiplicado em até dez vezes, por meio da plataforma disponível. O sistema já tem cadastrados pelo menos 3,4 mil executivos avaliadores e há 3 mil startups ativas.

“A taxa de sucesso das TOP 100, todas elas fecharam contratos com empresas e receberam investimentos. A gente espera que o mesmo ocorra com as universidades, em até 12 meses”. No ano passado, as startups receberam pelo menos R$ 100 milhões das companhias.

Além disso, o ex-aluno da Unicamp destaca que o caminho da ciência seguirá independente.

“Continua livre, mas ela terá mais informações para trabalhar”, ressalta o empreendedor. Segundo o CEO, ao menos 100 pessoas estão interligadas à equipe do movimento e o potencial de inovação atrelado às parcerias possíveis com uso da metodologia pode gerar mercado na escala de bilhão.

“Existe uma aposta grande e a comprovação vem das startups. As que fazem mais sucesso são as que vieram dos projetos de pesquisa, e elas vão continuar envolvidas para ajudar nessa colocação de mercado. Queremos passos mais curtos e com mais sucesso”, afirma Rondani.

  

Auditório ficou lotado durante InovaCampinas, em 2016 (Foto: Ricardo Lima)

OUTRAS ETAPAS

De acordo com o movimento 100 Open Techs, depois do evento as tecnologias mais promissoras serão conectadas durante a 10ª Oiweek – Open Innovation Week 2018 com empresas globais. Por último, o resultado do processo desenvolvido nas etapas será considerado em um ranking anual.

RODADAS DE NEGÓCIOS

Ao G1, o presidente da Fundação Fórum Campinas Inovadora, José Eduardo Azarite, demonstrou otimismo ao tratar sobre as rodadas de negociações que devem ocorrer durante o InovaCampinas deste ano. Para ele, o novo método resultará em quantidade superior ao dobro de 2016.

“Quanto tempo uma empresa iria demorar para ver quais pesquisas estão ocorrendo no núcleo e são de interesse? Agora, ela já identifica e poderá avaliar se haverá investimento, se vai comprar ou criar uma startup. É a oportunidade da tecnologia sair de lá como oportunidade”, ressalta. No ano passado, segundo a entidade, houve cerca de 300 reuniões para negociações no evento.

REDUÇÃO DE TEMPO

Uma das tecnologias inscrita no evento é a de um fármaco, em fase de desenvolvimento, voltado ao tratamento do câncer de bexiga. À frente das pesquisas, o professor do Instituto de Biologia Wagner Favaro explica que a universidade busca uma parceira para dar continuidade aos estudos.”Nosso fármaco está pronto para cães. Falta agora, na nossa perspectiva, ampliar os estudos para outros tumores veterinários e daí iniciarmos sobre tumores em seres humanos. Para isso, a gente precisa da indústria para a produção do fármaco em larga escala e pagamento de ensaios clínicos.”

A expectativa dele é de que o uso do novo método no Inova possa agilizar a busca por acordos.

“As pesquisas começaram há aproximadamente sete anos e a espera-se que ela possa chegar às pessoas em dez anos, ou então precisaremos de outros investimentos, como do governo, e isso é muito lento. Com parcerias público-privadas, a gente consegue reduzir”, destaca o docente.

De acordo com Favaro, testes em ratos indicaram regressão da doença em 80% dos casos. Outra vantagem é a diminuição de efeitos colaterais, quando comparado a outros tratamentos.

Fonte: Exame

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