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FAPESP busca parceria com empresas para Centro de Pesquisa em Manufatura Avançada

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciou ontem abertura de edital para seleção de […]

FAPESP busca parceria com empresas para Centro de Pesquisa em Manufatura Avançada

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciou ontem abertura de edital para seleção de empresas ou consórcios de empresas que queiram se tornar parceiros da Fundação na criação de um Centro de Pesquisa em Engenharia em Manufatura Avançada.

O novo Centro de Pesquisa deverá desenvolver tecnologias capazes de otimizar as plantas fabris como também estender aplicações automatizadas e integradas em toda a cadeia de valor e ciclo de vida do produto.

O local e o público presente para o anuncio, feito por Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, não poderiam ser mais adequados: o espaço Manufatura Avançada na Feira Internacional de Máquinas-Ferramentas e Automação Industrial – Expomafe, promovida pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e outras associações industriais.

“Manufatura Avançada é de importância fundamental para a competitividade da indústria e de toda a sua cadeia produtiva”, disse Pacheco no dia 11 de maio.

Ele destacou que, antes de tomar a decisão de criar o Centro, a FAPESP acompanhou de perto o que está acontecendo nessa área no mundo, mais especificamente com o programa alemão Indústria 4.0 e com o programa Advanced Manufacture, dos Estados Unidos, e manteve seguidos contatos com lideranças e associações industriais brasileiras.

“É uma decisão baseada em uma necessidade irreversível da indústria e do desenvolvimento brasileiro”, acrescentou, informando que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também deverão apoiar a iniciativa, de acordo com seus programas e práticas.

Pelo prazo de 90 dias, a FAPESP receberá propostas de empresas ou consórcios de empresas interessados em celebrar acordo de cooperação científica e tecnológica para constituição do Centro, no âmbito do Programa Centros de Pesquisa em Engenharia. Os consórcios de empresas ou as empresas que vierem a ser selecionados firmarão um acordo e, em seguida, será lançada chamada conjunta para seleção de propostas de instituições de ensino superior e de pesquisa que sediarão os Centros de Pesquisas em Engenharia em Manufatura Avançada.

As atividades de cada Centro serão financiadas, por um período de até 10 anos, com recursos da FAPESP, da empresa ou consórcio de empresas, e das universidades e institutos participantes. A empresa parceira participará da gestão do Centro de Pesquisa em Engenharia e, junto com a FAPESP, avaliará periodicamente as suas atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Em sua apresentação, Pacheco detalhou o edital e respondeu perguntas da plateia formada por cerca de 60 empresários. Sublinhou que as empresas ou consórcios interessados podem contatar a FAPESP para esclarecer dúvidas e para agendar encontros, utilizando para isso o endereço de e-mail manufatura.avancada@fapesp.br.

Ele acrescentou que os parques tecnológicos poderão ajudar na formação de consórcios, assim como o grupo de manufatura avançada da Abimaq que poderá, ainda, sediar reuniões de empresas interessadas.

Revolução Tecnológica

De acordo com José Goldemberg, presidente da FAPESP, os processos de fabricação passaram por uma revolução tecnológica quando foi introduzida a computação eletrônica, no final do século XX. “Como resultado, certos setores industriais, como vestuário e têxtil, foram dinamizados e os processos clássicos de produção nesse setor foram eliminados, levando ao fechamento de muitas empresas”, disse à Agência FAPESP.

Agora, no começo do século XXI, segundo ele, realiza-se outra revolução ainda maior. Usam-se não só computadores, mas também robôs e sistemas de automação integrados e colaborativos, que permitem programar e produzir o produto que se deseja. É a chamada manufatura avançada, ou Indústria 4.0, em referência à 4ª revolução industrial.

“Se o Brasil não participar dessa nova revolução tecnológica, a sua atividade industrial vai se tornar rapidamente obsoleta. Daí a importância de se investir em um Centro de Pesquisa em Manufatura Avançada”, destacou Goldemberg.

Entre os temas centrais de interesse de pesquisa do Centro estão as tecnologias de digitalização da manufatura, os sistemas cyber-físicos (tecnologias de informação e comunicação e sistemas mecatrônicos para monitorar processos industriais em toda a cadeia de valor) e a manufatura aditiva, como impressão 3D e manufatura híbrida.

Outras áreas consideradas também decisivas em manufatura avançada e que serão objeto de pesquisa e desenvolvimento são robótica, desenvolvimento de sensores e rastreadores, Internet das Coisas (IoT), materiais avançados, inteligência artificial, realidade aumentada, análise preditiva, computação de alta performance, analytics e big data.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destacou a importância dos Centros. “O programa FAPESP Centros de Pesquisa em Engenharia permite a colaboração em pesquisa entre empresas e universidades e/ou institutos para realização de pesquisa ousada para inovação competitiva internacionalmente. O longo prazo, de 10 anos, e a integração de pesquisadores da empresa como pesquisadores visitantes na universidade/instituto permite pesquisa em real colaboração, e não apenas como um serviço prestado, o que agiliza a utilização dos resultados pelas empresas parceiras, ao mesmo tempo que cria novos desafios em pesquisa avançada para os pesquisadores e estudantes envolvidos. Poucos países têm programas dessa natureza.

Para João Alfredo Saraiva Delgado, diretor de Tecnologia da Abimaq, é de grande importância ter um Centro de Pesquisa que apoia a empresa e trabalha com ela em pesquisa e desenvolvimento. “As empresas, principalmente as pequenas e médias, têm dificuldade em financiar pesquisa e desenvolvimento. Se o Centro puder articular empresas, startups e instituições de pesquisa, será possível ser competitivo e eficiente.”

Delgado destacou que a manufatura avançada é um desafio no mundo. “Manufatura avançada é o estado da arte do processo de produção industrial. É tão novo que não se sabe, inclusive, como serão os novos modelos de negócios. O centro estará atuando na vanguarda da pesquisa.”

A FAPESP já apoia sete Centros de Pesquisa em Engenharia, em parceria com as empresas Peugeot-Citroën, BG/Shell, GlaxoSmithKline (GSK) e Natura, respectivamente, nas áreas de biocombustíveis, gás natural, química verde, moléculas para fármacos e bem-estar humano. Recentemente firmou parceria também com a Statoil e a BG/Shell para a instalação de dois Centros de Pesquisas, o primeiro na área de reservatórios de óleo e gás e o segundo, na de novas energias.

No anúncio de lançamento do edital, na Expomafe, Pacheco afirmou ser preciso transformar o investimento em ciência em inovação. E elencou o esforço da FAPESP nesse sentido, por meio de programas como o Pesquisa Inovativa em Pequena Empresa (PIPE) e o Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), além dos Centrs de Pesquisa em Engenharia.

O edital da FAPESP dirigido às empresas para constituição do Centro de Pesquisa em Engenharia em Manufatura Avançada está em www.fapesp.br/10988.

Fonte: FAPESP

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