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Indústria 4.0: é necessário e urgente revisitar sua definição

Por Ronald M. Dauscha Tenho encontrado várias definições e correlações do conceito supracitado com tecnologias específicas ou conceitos pré-determinados, que […]

Indústria 4.0: é necessário e urgente revisitar sua definição

Por Ronald M. Dauscha

Tenho encontrado várias definições e correlações do conceito supracitado com tecnologias específicas ou conceitos pré-determinados, que não garantem, de forma alguma, sua simples replicação para muitos modelos de negócio, aplicações e processos possíveis graças a estas novas possibilidades técnico-estruturais. Independentemente da procedente e didática – mas limitada – definição no progresso das denominadas indústrias “1.0” a “4.0” (que apenas focam a evolução na forma de produzir), o conceito mais amplo de 4.0 deve ir muito mais além do assim chamado “chão de fábrica” ou dos “processos fabris”.

Já encontrei conceituações que iam de “robôs interligados”, passando pelo “Mundo da IoT (Internet das Coisas)” e indo até correlações com tecnologias como “Big Data” ou “Sistemas Cyber-Físicos”. Existem, como já descrevemos em outros artigos, um sem número de outros componentes que formam a plataforma deste novo “Mundo 4.0” e que permitem soluções totalmente disruptivas ou diferenciais na vida diária dos seres humanos e do universo dos negócios: big data, impressão aditiva (ou 3D), data analitycs, inteligência artificial, robôs autônomos e interligados, gêmeos digitais, entre muitos outros.

Baseado em uma abordagem totalmente revisitada, nossa clara convicção e proposição é por uma definição mais “criacional” e lógica da nova “Era 4.0”, que represente “quaisquer aplicações, soluções e modelos de negócios e serviços que façam uso de um ou mais destas 10 realidades listadas mais abaixo” e que eram totalmente impensáveis e indisponíveis há alguns poucos anos atrás, caracterizando perfeitamente a transição para esta ruptura com implicações infinitas:

  • Tudo pode acontecer a qualquer MOMENTO;
  • Não importa em que LOCAL o processo ocorra;
  • O atendimento de qualquer necessidade (serviço, produto ou sentimento) é caracterizado pela INDIVIDUALIZAÇÃO E CUSTOMIZAÇÃO;
  • Os entregáveis sempre possuem QUALIDADE TOTAL (zero defeitos);
  • Sua remuneração (talvez melhor: “valoração”) será POR USO, e não por fornecimento;
  • Processos e Funções comandadas por SISTEMAS AUTÔNOMOS;
  • Total INTERCONECTIVIDADE de pessoas, sentimentos, processos, “coisas” e “estados”;
  • Tudo é acompanhado por MONITORAÇÃO CONTÍNUA;
  • Disponibilidade de MOBILIDADE total, constante e irrestrita, para bens, serviços e pessoas.

Nos próximos artigos daremos exemplos e exploraremos aplicações, serviços ou bens que se beneficiem do uso de uma ou mais destas novas “realidades 4.0”. Agora, se estas recentes possibilidades de negócios ou experimentações exigem uma ou mais das tecnologias combinadas e relatadas mais no início (IoT, Big Data, Inteligência Artificial etc.), é apenas uma questão de engenharia e implementação de forma otimizada, rentável e, muitas vezes, gradual (esta dosagem na execução das soluções também será um tema de próximo artigo).

Logo, quando se tenta definir a Indústria 4.0 como se faz atualmente, além do viés mais fabril, se inverte a ordem da concepção, oferecendo primeiro uma “cesta de componentes” para, a partir desta, indicar de forma já direcionada e limitada o que se pode implantar em nossas empresas, nas nossas vidas e em nosso entorno. Para dar um exemplo que fixe esta conceito, pergunto: o que você, hipotético proprietário de um restaurante, imagina que pode ser feito no seu estabelecimento, com o advento e disponilidade de IoT? (apenas para ajudar no raciocínio, de forma muito simplista, a Internet das Coisas é o conjunto de tecnologias que permite que cada “item” na face da terra – pessoas, roupas, carros, máquinas em geral etc., estejam conectadas na Internet, permitindo uma ação direcional em cima delas, ou seja, monitoramento e atuação).

Pela definição reducionista que já vimos, na qual a Indústria 4.0 seria baseada só na IoT, o dono do restaurante nunca poderia implementar a seguinte solução: todo seu cliente, que tenha um endereço acessível de internet (isto sim, IoT), terá os tipos de refeições consumidas por ele registradas em um banco de dados, e, a cada nova entrada no restaurante, será reconhecido e os sistemas e alguns gestores, não só saberão o que já fora consumido, mas o que já foi motivo de reclamações ou sugestões pregressas. Além disto, terão conhecimento de como está o estado de saúde de seu cliente, permitindo assim, que o estabelecimento sugira de forma autônoma novos pratos adequados, “brindes” pela sua freqüência e compensações por experiências anteriores, além de garantir o timing de entrega dos pratos de todos que estiverem na mesa com ele, ao mesmo tempo, independentemente do tempo de preparação de cada um. Este é apenas uma possibilidade de aplicação, mas exige, além de IoT, as realidades de monitoramento, inteligência artificial, interconectividade, big data etc. A cozinha que, na verdade, é “a indústria” do estabelecimento, só se tornou “4.0” devido a uma série de concepções, aplicações, processos e dados disponíveis, combinados de forma inteligente (e esta criação, será sempre uma tarefa a ser idealizada por seres humanos!).

Finalizando, a definição da nova “Indústria 4.0”, como vimos, começa pela idealização de uma oportunidade ou de um problema a ser definido e ,posteriormente, segue-se com o desenho dos vários blocos necessários e disponíveis de uma nova era digital e cognitiva, viabilizando ganhos inimagináveis no atendimento dos desejos em geral, bem como de custos, efetividade, conforto ambiental e mental para toda sociedade.

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