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Instituto Serrapilheira, dos Moreira Salles, lança 1º edital para pesquisas

Com o objetivo de incentivar os cientistas brasileiros a buscar resposta às grandes perguntas de seus campos, o Instituto Serrapilheira […]

Instituto Serrapilheira, dos Moreira Salles, lança 1º edital para pesquisas

Com o objetivo de incentivar os cientistas brasileiros a buscar resposta às grandes perguntas de seus campos, o Instituto Serrapilheira , entidade nacional privada de fomento à ciência, lançou no dia 19 de julho seu primeiro edital para seleção de projetos.

“Uma coisa que percebi é que os pesquisadores brasileiros têm certa resistência a fazer grandes perguntas, se arriscar mais”, diz o geneticista francês Hugo Aguilaniu, diretor do Serrapilheira. Para tentar modificar essa característica, o instituto propõe algumas novidades. A principal delas é a seleção de sete grandes temas –energia, espaço, forma, identidade, informação, matéria e tempo– nos quais os pesquisadores terão de enquadrar suas propostas de pesquisa. A ideia, explica Aguilaniu, tem dupla função: a primeira é fazer com que os cientistas reflitam sobre como suas perguntas se relacionam com as questões gerais da ciência. Suponhamos, diz o diretor do Serrapilheira, que alguém trabalhe com uma proteína da mitocôndria celular. “Ele precisa pensar por que isso interessa. Ele então percebe que a proteína tem impacto sobre a forma da mitocôndria, o que influencia o metabolismo, que está ligado ao que a pessoa come, ou seja, à nutrição, que, por fim, se relaciona com o tema energia.” Além disso, o instituto considera que essa é uma maneira eficaz de fazer divulgação científica. “São conceitos que todos entendem e que aproximam as pessoas da ciência”, afirma Aguilaniu. O foco são os jovens pesquisadores, mas a seleção será feita segundo a “idade científica”. Serão aceitas propostas de quem tenha recebido o título de doutor a partir de 2007. Mulheres com filhos terão flexibilidade: um ano a mais para cada filho, até dois.

Para João Moreira Salles, idealizador do Serrapilheira junto com sua mulher, a linguista Branca Vianna Moreira Salles, uma das virtudes da chamada é o estímulo dado aos jovens cientistas para serem ambiciosos desde o início de suas carreiras. “Quem proceder com excesso de cautela na hora de escolher o seu problema provavelmente não será selecionado. Queremos ser parceiros do esforço dos gestores da nossa ciência para que a pesquisa brasileira, que cresceu muito em quantidade nas últimas décadas, aumente também o seu impacto.”

PROVAR O CONCEITO

Inicialmente, serão selecionados 70 projetos. Os escolhidos receberão até R$ 100 mil e terão um ano para “provar o conceito” proposto, diz Edgar Zanotto, presidente do Conselho Científico do Serrapilheira e professor da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos). Depois desse período, de dez a 20 projetos serão contemplados com até R$ 1 milhão.

As propostas terão de ser redigidas em inglês. A seleção inicial será feita de forma anônima por um grupo amplo de pesquisadores brasileiros. Os projetos que ultrapassarem essa etapa serão reanalisados por revisores de universidade estrangeiras e pelos 12 membros do Conselho Científico.

“Metade dos membros são vinculados a universidades do exterior, para reduzir a possibilidade de conflitos de interesse. Ao mesmo tempo são brasileiros, conhecem a realidade do país”, diz Zanotto.

Uma dessas pessoas é a geocientista Cristina P. de Campos, pesquisadora na Universidade de Munique, na Alemanha, onde trabalha há mais de dez anos. Para ela, um ponto importante é o incentivo à liberdade e à criatividade.

“A escolha dos temas do pesquisador no Brasil passou a ser influenciada pelas diretrizes das agências de fomento, deixando muito menos liberdade ao pesquisador”, diz.

Para ela, guardadas as proporções, o edital aproxima um pouco o Brasil da realidade de financiamento da ciência na Alemanha, onde “perseguir grandes questões de interesse nacional, planetário, ou humanitário são diretrizes dos órgãos de fomento”.

LANÇADO O DESAFIO!

O que é o instituto?

Criado em março por João Moreira Salles e sua mulher, Branca Vianna, o Serrapilheira é o primeiro instituto privado de fomento à ciência no Brasil

Patrimônio inicial

O instituto é constituído por um fundo patrimonial de R$ 350 milhões, cujos lucros são utilizados para financiar pesquisas científicas

Quando o edital foi lançado?

19 de julho, durante a 69º reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

A quem é dirigido?

Poderão se inscrever os pesquisadores que obtiveram seu título de doutorado a partir de 2007 (mulheres com filhos terão um ano a mais para cada filho, até dois) e que estejam vinculados a instituições brasileiras

Etapas da seleção e valores

Serão escolhidos inicialmente 70 projetos, os quais receberão até R$ 100 mil. Depois de um ano, de 10 a 20 projetos dentre os 70 iniciais serão contemplados com aportes de até R$ 1 milhão para 3 anos de pesquisa

Fonte: Folha de São Paulo

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