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Pau de Selfie é um dos melhores exemplos de como inovar na crise econômica

Publicado na Revista Época Negócios Cortar investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento pode ser desastroso durante a crise. Por outro lado, […]

Pau de Selfie é um dos melhores exemplos de como inovar na crise econômica

Publicado na Revista Época Negócios

Cortar investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento pode ser desastroso durante a crise. Por outro lado, o cenário difícil na economia exige a adoção de estratégias específicas para inovar na recessão. Quem afirma é o engenheiro e administrador Valter Pieracciani, um dos maiores especialistas brasileiros em inovação. Autor de diversos livros e conselheiro de dezenas de entidades e empresas, Pieracciani trabalha na área há 20 anos e criou a consultoria que leva seu nome para orientar a implantação de estratégias de inovação dentro das companhias. Ele defende a inovação frugal – afirma que o pau de selfie é um dos exemplos mais bem-sucedidos do mundo – e diz que o Brasil deveria seguir o modelo indiano de soluções práticas, baratas e focadas na solução dos problemas locais.

Como a crise está afetando as áreas de inovação dentro das empresas?
Antes da crise, a gente dizia que o Brasil estava fazendo a coisa certa, mas em um ritmo menor do que seria necessário para nos inserirmos no mundo competitivo de hoje. Era preciso acelerar, tanto do lado do governo com os incentivos fiscais quanto do lado das empresas com os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Mesmo no ritmo que estávamos, íamos perder a corrida para a China e para a Índia, para ficarmos no exemplo do (grupo de países do) BRIC. Agora, veio esse momento de crise e tudo piorou. A inovação é uma das primeiras a sofrer cortes e restrições, o que é um tremendo erro.

Por que isso é tão errado?
Quando se fala em ciclo de inovação estamos falando de um tempo longo. A maioria dos projetos de inovação que começasse agora chegaria ao mercado daqui a uns dois anos, que é o tempo médio de um ciclo. Isso significa que, quando o mercado passar por uma retomada, muitas das empresas que estão colocando o pé no freio não vão ter produtos para oferecer. Isso vai gerar um rearranjo na participação de mercado de cada uma, o que é perigosíssimo para essas empresas. No nosso mundo atual, muito rápido, de nanossegundos, já imaginou ficar dois anos sem lançar um produto novo no portfólio com o mercado em pleno reaquecimento? Pode ser fatal para a companhia.

O que é possível fazer para evitar esse cenário?
A inovação não consegue se defender quando há um foco exclusivamente no curto prazo. O que eu defendo em momentos como esse é a adoção de uma estratégia que chamo de inovação na recessão: manter o nível de investimento, mas alterar a estratégia para adaptar o resultado final ao momento da economia. Isso já se mostrou muito eficaz em outras crises. A tragédia é que uma pesquisa que fizemos aqui na consultoria mostrou que 67% das empresas não conhecem a inovação na recessão.

O que é exatamente essa inovação na recessão?
Há uma receita muita clara para isso. Na recessão é preciso fazer produtos com qualidade suficiente e que caibam no bolso do consumidor. Para isso, há três caminhos. Um deles é a inovação em custos. Entram aqui coisas como alterar o tamanho da embalagem ou então aumentar a quantidade de produto que vai dentro de cada embalagem. No caso de um detergente, por exemplo, se você faz uma embalagem maior você gasta menos por litro, porque seu custo de logística cai. E você entrega parte dessa diferença como desconto para o consumidor.

O segundo tipo é aquela que nos EUA é chamada de good enough (boa o suficiente) e que por aqui conhecemos como BBB: boa, bonita e barata. Nesse tipo de inovação, você melhora a proposta de valor e reduz o preço. Por exemplo, a Natura está lançando embalagens com refis que são amigos da natureza. Ou seja, você oferece algo a mais – a sensação de estar contribuindo com a natureza – enquanto lança produtos com maior concentração e menor custo, por exemplo.

Finamente, o terceiro caminho, que em minha opinião é o mais importante, é o da inovação frugal, ou seja, repensar produtos para que eles sejam mais simples, eficientes e com custo bem menor. Um exemplo que vimos recentemente disso é essa máquina de pagamentos chamada “Moderninha” (da PagSeguro). É um case de sucesso espantoso de vendas, algo em torno de cinco mil unidades por dia. A máquina deixou de ser alugada e passou a ser vendida; o preço é baixo o suficiente para que em pouco tempo ela se pague totalmente e essa redução de custos acontece porque a máquina não tem bobina, o que reduz brutalmente o custo. Essa máquina foi pensada num conceito de escassez de recurso e em um ambiente no qual quase ninguém pede a segunda via. Ao invés de imprimir, você recebe seu comprovante por um torpedo. Quem compra essas máquinas são lojas menores, muitas vezes no meio das comunidades, que queriam entrar no sistema de cartões, mas não podiam pagar R$ 400 por mês para alugar uma máquina dessas. É um belíssimo exemplo de inovação.

Por que a inovação frugal é tão importante?
Basta dizer que um dos produtos mais vendidos do mundo é um dos melhores exemplos dessa inovação. Estou falando do pau de selfie. Parece uma piada, mas durante anos companhias coreanas de alta tecnologia estavam investindo milhões em sistemas de autorretrato sofisticadíssimos. Pensaram em sistemas que disparavam fotos quando você batia palmas ou quando piscava os olhos. Equipes de engenharia estavam empenhadas em pesquisar isso até que algum camarada – não se sabe quem – teve a ideia de fazer um negócio infinitamente mais simples e eficiente. E se tornou um campeão mundial de vendas. Isso mostra o poder desse tipo de iniciativa – a inovação que cabe no bolso.

Olhando para o cenário pós-crise: sabemos que dificilmente chegaremos perto de um país como os EUA, mas até onde o Brasil pode chegar em termos de inovação?
Tem um país com consciência plena do seu estágio tecnológico, está investindo fortemente na inovação frugal e tem dado um show. É a índia, que deve crescer uns 10% este ano. Os engenheiros indianos têm um jeito próprio de inovar nesse sentido, chamado jugaad (palavra indiana que pode ser traduzida como “faça com o que você tem”), que normalmente é associado à chamada engenhoca. Eles têm dois centros de tecnologia de padrão mundial voltados para habitações de baixo custo, por exemplo.

Como funciona esse sistema jugaad?
São inovações muito centradas na criatividade, adaptadas às condições locais de uso e com baixo custo de implantação. Por exemplo, tem um problema local de crise energética na índia. Um camarada desenvolveu por lá um sistema de serpentina que você coloca abaixo do seu chuveiro que recupera 70% da eletricidade usada para gerar calor, que normalmente escorreria pelo ralo. Por aqui a gente criou um certo estigma contra isso, chamamos de trapizonga, de gambiarra, temos vergonha. Mas os indianos têm um tremendo orgulho disso e acho que eles estão cobertos de razão.

Olha só: os EUA mandaram uma sonda para Marte por US$ 680 milhões. O próprio filme Gravidade (ganhador de sete Oscars) custou US$ 100 milhões. A Índia também mandou uma sonda para Marte que faz as mesmas pesquisas que a americana. Preço: US$ 78 milhões. Será que deveríamos aprender a fazer inovação com a Nasa ou com os indianos? O que estou dizendo é que nós gostaríamos de ser a Alemanha, nós gostaríamos de ser os EUA, mas na hora de inovar faríamos muito melhor se olhássemos para a Índia.

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